Museu da Língua Portuguesa
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Procurou-se que na inserção do edifício, na sua relação com a envolvente urbana próxima, o MLP constitua um elemento estruturante do tecido urbano da cidade de Bragança, marcado por uma imagem com uma identificação arquitectónica clara e contemporânea, tornando-se um forte pólo de referência urbano.

Uma concepção com as suas bases assentes na sustentabilidade duma reabilitação, assim como com uma visão no objectivo de retribuir à cidade uma obra digna duma obra cultural imaterial tão importante como a linguagem.

No desenho do novo edifício, para além das questões funcionais e programáticas de primeira importância que determinam a sua organização interna espacial, procurou-se que dentro das condicionantes de área construível, os espaços resultantes fossem significantes, atribuindo-lhes dimensões arquitectónicas que estão para além das meras dimensões funcionais, permitindo que a leitura do espaço interior do edifício acentue o seu carácter de edifício público, mas dotando-o de grande flexibilidade espacial, e de uma clara leitura das respectivas áreas funcionais, apresentando espaços de fácil fruição e excelente organização, garantia de mobilidade e acessibilidade em todo o interior do edifício, transparência e integração visual na sua relação com o exterior.

No interior do MLP encontramos uma grande praça interior, que tal como a linguagem que foi um processo evolutivo e de varias influências, esta praça permite a contemplação de um inesperado jogo de luzes, volumes e escalas. Posto este momento, os utilizadores são livres para interagirem com o MLP de várias formas possíveis, pois a flexibilidade espacial encoraja à descoberta de cada esquina como um processo de aprendizagem.

Houve também a intenção de contribuir com um novo espaço público para a cidade de Bragança. A cobertura transforma-se num jardim protegido, rasgado por volumes inesperados que chamam os utilizadores ao interior do MLP.

Por fim uma “pele” que funciona como elemento agregador do MLP, unindo futuro e passado, os silos ao museu, criando uma forte imagem de marca, com um toque de sustentabilidade por esta se tornar numa dupla fachada ventilada. Esta fachada, além de transmitir, dinâmica, modernidade e movimento, acolhe o poema “Portugal” do escritor português Miguel Torga, originário de terras do Norte. O poema de três estrofes está disseminado pelas paredes do MLP como presença dum grande artista literário da língua Portuguesa.

No átrio do museu, o utilizador viaja para uma nova escala onde um jogo de volumes e luz o conduzem a descobrir o que o espera em cada um desses volumes. Espelhando uma nítida memória dos silos, no piso do átrio central, estão desenhados 4 círculos em cortiça tratada e envernizada que são réplicas exactas do diâmetro dos silos actuais.

Sobre o átrio encontra-se uma cobertura em vidro que permite a iluminação natural do espaço interior, cobertura esta que tem duas laminas de vidro afim de garantir sustentabilidade térmica, pois funciona como uma enorme caixa de ar.

No piso zero o utilizador ganha um sentido mais deambulatório ao passear-se entre as Origens da língua (sala 1), História da língua Portuguesa (sala 2), Países de língua oficial Portuguesa (sala 3), Tecnologias da língua (sala 4), Memórias litográficas (sala 5) e salas de projecções. Estas salas têm um carácter mais expositivo, em que o utilizador observa o espólio do avançar tecnológico e ideológico da Linguagem como ferramenta indispensável à evolução da Humanidade, e das origens e influencias da língua Portuguesa.

No segundo piso do museu sente-se um ambiente mais interactivo, inovador e tecnológico, pois neste piso estão presentes a Metalinguística (sala 7), Sala interactiva (sala 8) e Viagem virtual (sala 9). Aqui o utilizador terá ao seu dispor sistemas tácteis, jogos com linguagem, exercícios baseados na fonética, exercícios lúdicos para todas as idades e ambientes com projecções e filmes educativos.

Como culminar de todo o percurso, a sala Bragança surge-nos revestida de cortiça tratada e envernizada, espaço este onde se homenageia e presta culto a figuras locais e regionais que contribuíram para o desenvolvimento da língua Portuguesa. Esta sala termina com vista para um pátio quadrangular com iluminação zenital, algo muito presente em sociedades ibéricas e latinas, criando assim mais uma ponte de ligação cultural com a temática.

Na zona de serviços e administração, há que salientar que foi feito o esforço para que esta se mantivesse organizada e funcional, mas também que assegurasse um bom local de trabalho para os membros do staff do MLP.

Existem ainda duas áreas programáticas isoladas: o espaço publico/jardim e o miradouro no topo dos silos.

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