Light Skies Panorama
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O concurso internacional “Iceland Northern Light Rooms” começava com uma premissa interessante, que consistia que os quartos deste hotel fossem móveis, afim de que os hospedes pudessem recolocar os mesmos em variados sítios e posições para observação das famosas auroras boreales. Seria necessário algum tipo de ancoradouro para os quartos que iriam vaguear pela margem do lago Myvath.

Incapazes de resistir a toda aquela área natural intocada pelo Homem, procurámos entender os locais, as origens, e observámos a arquitetura vernacular islandesa. Não iríamos de animo leve “corromper” aquela paisagem, e encontrávamo-nos num conflito entre criar uma imagem arquitetónica significante, mas que preservasse e respeitasse o local.

Decidimos integrar a nossa proposta no local, na terra, dentro desta, quase como uma evolução da caverna e da arquitetura vernacular islandesa. Dentro da terra estaria toda a ligação interna de funcionamento do hotel, e fora desta, estariam à vista simples volumes de madeira que pautavam a paisagem de forma ordeira e natural.

Era também pedido atenção à sustentabilidade e custos do edifício, sobre os quais ponderámos construção pré-fabricada das paredes que usavam no seu interior tijolos artesanais de palha como isolante térmico. Nas coberturas dos volumes estavam instalados sistemas de recolha e posteriormente tratamento de águas, bem como painéis fotovoltaicos e solares, para energia elétrica e aquecimento de águas, pois este edifício não teria qualquer ligação a redes, e teria de ser autossustentável.

 

 

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